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A sete chaves
R$59,90Há 26 anos, um homem chamado Aaron Nierling foi preso em casa no estado de Oregon.
Ele tinha emprego fixo e era um marido e pai dedicado, um típico homem de família.
Após uma denúncia anônima, a polícia encontrou em seu porão os restos mortais de Mandy Johansson, de 25 anos.
Ossos preservados de outras dezessete vítimas dadas como desaparecidas ao longo da década anterior também foram encontrados num baú nesse mesmo porão. Nierling foi indiciado por pelo menos dez outros homicídios.
Ele fez um acordo para evitar a pena de morte e atualmente cumpre dezoito sentenças consecutivas de prisão perpétua num presídio de segurança máxima.
Matérias na imprensa afirmavam que Aaron Nierling era um gênio que passara duas décadas conseguindo se esquivar da polícia e do FBI. Ele é carismático e charmoso. Também é narcisista e psicopata, possivelmente responsável pela morte de no mínimo trinta mulheres, e não demonstra um pingo de remorso. Um louco. Um monstro.
Ele também é meu pai.
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Manual do luto
R$59,90Após o sucesso de Depois é nunca, com mais de sessenta mil exemplares vendidos, Carpinejar, vencedor do Jabuti, aprofunda seu olhar sobre a despedida no emocionante Manual do luto.
Se em Depois é nunca explicou que o luto não é uma doença e que dura a vida inteira, Carpinejar consegue o impossível: ir ainda mais além na tentativa de retratar o sofrimento da saudade. Agora fala diretamente com o enlutado. Cada capítulo é uma carta, e cada carta, uma lição de empatia.
Ele aborda todas as dores do mundo, descreve as mais graves e pungentes perdas da existência: dos pais, de um amigo, de um irmão, de um filho, de um marido ou de uma esposa.
Compara o luto a um trabalho incansável de poda da memória, de faxina existencial, em que toda despedida seria o equivalente a herdar um terreno para construir uma casa no local.
“Não há nada lá, só mato e entulhos”, ele conclui.
Com seu olhar de raio-x poético, o escritor enxerga a invisibilidade social de quem atravessa esse período marcado por confusão e privação.
“Você deve estar se sentindo invisível, a morte de alguém próximo nos torna invisíveis. Atravessamos um portal para uma dimensão alternativa da rotina. Não somos vistos, não somos percebidos como antes. É como se a dor fosse um manto mágico do desaparecimento social.
Você tampouco enxergava os enlutados antes da sua perda. Eles não tinham destaque, consistência, importância, densidade. Lembravam seres de um planeta secundário, desencaixados da normalidade e da perfeição de que até então desfrutava. E nem agia por mal, o desinteresse vinha da falta de um ponto de contato com a realidade do adeus.
Agora parece que todo luto se evidencia ao seu lado. Se você é órfão, não para de notar órfãos na sua vizinhança. Eles sempre estiveram ali, próximos e acessíveis. Só não reparava porque não tinha nascido o terceiro olho do sofrimento na sua testa.”
Até quem não perdeu um ente querido vai se render ao inventário de ausências e, por um momento, imaginar o que significaria a falta dele em sua rotina.
Que o Manual do luto sirva de alerta para não adiar mais nenhum afeto, para não deixar nenhuma amizade fundamental para depois.
Pois, “se a vida é um sopro, assobie”. Cante alto a sua presença.
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UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES (EDIÇÃO COMEMORATIVA)
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