Literatura Brasileira
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Menegatto: A Pedra da Lua
R$40,00Menegatto é um vigarista que trabalha duro para se dar bem. Ele é contratado por colecionadores internacionais para roubar um dos fragmentos da lua existentes na Terra, o tesouro doado pelo presidente Richard Nixon, em 1973, como ação diplomática para sensibilizar chefes de Estados. Uma dessas pedras foi recebida pelo presidente Emílio Garrastazu Médici, que presenteou um amigo. Este último, por sua vez, entregou a rocha ao diretor de um museu em Bagé, Rio Grande do Sul, terra natal de Médici. Na época, o valor da peça era simbólico, já que excursões turísticas estavam sendo planejas ao nosso satélite natural para um futuro próximo. Infelizmente, A Corrida Espacial esfriou junto com Guerra Fria e a pedra, avaliada em cerca de US$ 5 milhões no mercado negro, não despertava mais interesse e permaneceu obscura durante três décadas. Nesta aventura, Menegatto tenta substituir o pedregulho verdadeiro por um falso e comercializá-lo com colecionadores de relíquias em uma certa ilha do Caribe. Trama de humor que mescla personagens e fatos reais com comédia e ficção. -
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Canção para ninar menino grande
R$42,00Canção para ninar menino grande é, antes de tudo, um mosaico afetuoso de experiências negras. Trata-se de um canto amoroso e dolorido. Nesta obra, Conceição Evaristo demonstra mais uma vez domínio da linguagem narrativa e o seu poder singular de contar histórias. Na figura do personagem Fio Jasmim, Conceição discute com maestria as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos nas relações com as mulheres negras. O livro é um mergulho na poética da escrevivência e, ao mesmo tempo, um tributo ao amor sob uma ótica poucas vezes vista na literatura brasileira. Sim, estamos diante de mais um acontecimento literário.
Jeferson Tenório
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Ela Queria Amar, Mas Estava Armada
R$44,90"Nas vinte histórias que compõem este livro, Liliane Prata traça um panorama atual e corajoso das relações – e das tensões – entre mulheres e homens. Privilegiando o ponto de vista feminino e alternando entre momentos de ternura enternecedora e de crueza absoluta, as narrativas sempre surpreendem, em textos urbanos e intensos, ora nervosos, ora líricos, ora repletos de humor. Os personagens vivem os mais diversos conflitos, e neles podemos facilmente reconhecer amigas e amigos, mães e pais, filhas e filhos e até a nós mesmos. As temáticas dos contos são universais e inseridas no contexto urbano brasileiro, e a dificuldade de se relacionar anda lado a lado com o cansaço típico da nossa época, a angústia, a fragilidade psíquica, a dificuldade de ouvir o outro. Crises de ansiedade, depressão, burnout, transtorno alimentar, idas frequentes ao psicólogo e consultas no Google são comuns entre os personagens, que oscilam entre excesso de informação do mundo e falta de conhecimento de si mesmos; entre a raiva e a mágoa e a vontade de viver, amar e receber amor. Ela queria amar, mas estava armada é um fascinante mergulho na pluralidade feminina, um convite ao autoconhecimento e à possibilidade de nos colocar no lugar do outro e entender melhor os sentimentos, os sonhos e os temores que, no fundo, são comuns a todos nós. -
Dom Casmurro (Capa Dura)
R$44,90Dom Casmurro é um romance que marcou a literatura brasileira. A história vivida por volta de 1857, no Rio de Janeiro, é narrada por Bentinho, menino de família religiosa que é prometido para ser padre. Sob sua ótica trágica e solitária, o protagonista apresenta suas memórias desde a infância até a morte. Bento tenta evitar o seminário para poder manter sua relação afetuosa com a vizinha, Capitu, personagem intrigante e audaciosa. Passando pelas aventuras da juventude, a trama revela um amor intenso e arrebatador. Na mesma intensidade da paixão, o autor constrói a personalidade complexa de Dom Casmurro (Bento), centralizada em sua dramaticidade. Considerada obra-prima nacional, com seus personagens marcantes, o romance enigmático permite que o leitor tire suas próprias conclusões. Além disso, por explorar questões sociais e o conservadorismo da época, inspira a literatura de modo atemporal.- Sem estoque
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Noite em claro noite adentro
R$44,901) Depois de décadas em que a autora se dedicou à crônica e à ficção em prosa, este livro marca seu retorno ao gênero literário que a tornou conhecida, na década de 1980: a poesia. 2) Traz poemas de temas variados: sobre solidão, tempo, maternidade, papéis sociais, amor, sexo, fé, melancolia. São igualmente variados do ponto de vista formal: há poemas rimados, outros com versos brancos, e de várias extensões. 3) Inclui a novela Noite em claro, até hoje publicada somente em formato de bolso. 4) Em Noite em claro uma mulher de quarenta e poucos anos, sem filhos, rememora sua vida, suas escolhas e fantasias durante uma noite chuvosa em que decide escrever um livro. 5) Tanto na novela quanto nos poemas, está presente o estilo inteligente, fácil de ler e com um certo sarcasmo da autora, um dos nomes mais conhecidos da literatura brasileira da atualidade. 6) Um livro que se lê num fôlego só. 7) Martha Medeiros é autora de diversos livros, em vários gêneros literários: suas coletâneas de crônicas são best-sellers, além de seus romances. É cronista da edição de domingo dos jornais O Globo e Zero Hora. 8) Entre os leitores apreciadores da poesia da autora, encontram-se nomes como Millôr Fernandes e Caio Fernando Abreu.- Sem estoque
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AB Cena
R$45,00Há uma frase de que gosto bastante que talvez sirva aqui de exemplo para o que este livro propõe. Ela é de Gonçalo M. Tavares e lê-se como segue: “Errar, circular, hesitar em redor do que não tem solução: um método”. Vejamos: “Uma mulher canta Lady Gaga como se estivesse se livrando dos espartilhos.” “Uma mulher salta no rio e nada com seus ancestrais.” “Uma mulher deita a cabeça no travesseiro e acorda muito tempo depois, amanhã.” Poemas, ficções curtas, dramaturgia, registro de sonhos? Apresentando-se como uma interessante proposta intergênero, os textos deste livro não parecem querer ser rotulados. Se, do ponto de vista dessa escrita intergênero, podemos filiá-lo a escritoras como Anne Carson e Matilde Campilho (para citar apenas duas), a investigação de existências de mulheres se situa, na literatura brasileira, com pelo menos três precedentes importantes de serem mencionados: O útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas, uma mulher, de Flávia Péret, e Mulher sob a influência de um algoritmo, de Rita Isadora Pessoa. Os textos de Ab cena são, nesse sentido, a continuidade de uma tradição que se instaura com força na poesia contemporânea brasileira e colocam sob os holofotes uma mulher (ou várias mulheres?) que, em algum momento, sente-se afinal livre e se permite algo — ou, pelo contrário, faz “o que se espera” dela. Lendo os textos na sequência, cumulativamente apresentam-se variadas possibilidades interpretativas que hesitam, como método, em redor de questões poderosas sobre as experiências humanas. -