Literatura Brasileira
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Vozes de Retratos Íntimos
R$54,90Taiasmin Ohnmacht aborda na sua escrita como o racismo se arraiga no nosso cotidiano. A psicanalista iniciou sua trajetória na literatura com a novela Visite o Decorado. No seu novo romance, Taiasmin recorre às indagações suscitadas pelos retratos íntimos para dar voz aos traumas que o racismo causa em cada lar. Antes da fotografia digital, recordações em imagem eram restritas a momentos especiais devido ao seu custo, de modo que a constituição da história privada é atrelada ao poder social. Disso se depreende a responsabilidade da narradora-personagem ao se deparar com poucos retratos, cabendo a ela o papel de preencher com a sua voz as histórias da sua família. A obra mescla realidade e ficção, traduzindo um desafio comum à construção identitária que muitos brasileiros têm ao se defrontar com as trajetórias dos familiares negros e dos brancos. Acompanhamos pela voz da personagem fatos históricos a partir de perspectivas distintas pela cor dos seus antepassados. A obra resgata a chegada dos primeiros precursores da família nos diferentes contextos de imigração e acompanha as sucessivas gerações até o presente. A partir dos caminhos dos personagens pela história brasileira, compreendemos a condição à margem da sociedade que o imigrante negro foi colocado diante do protagonismo dado a imigrantes brancos. No epílogo a narradora reflete que “Da mesma forma que as ondas do mar sucedem umas às outras, as novas gerações substituem as passadas, nem sempre com histórias tão novas assim.” Observamos semelhança com o fluxo íntimo despertado pelos retratos de família, que promovem o encontro de trajetórias no presente. Essas imagens literárias refletem como pode ser pungente o ato de resgatar as histórias de família no país quando a cor atravessa as narrativas. A obra nos leva, assim, a refletir sobre como as vozes e os silêncios das diferentes nacionalidades que constituem o Brasil reverberam em nós. -
Vidas secas - Edição oficial
R$54,90Graciliano Ramos nasceu em 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, em Alagoas. Entre 1914 e 1915, então no Rio de Janeiro, trabalhou como revisor nos jornais Correio da Manhã, A Tarde e O Século. Casou-se em 21 de outubro de 1915 com Maria Augusta de Barros, com quem tem quatro filhos. Em 1926, já viúvo, casou-se novamente, com Heloisa Medeiros. Em 1938, escreveu o livro que se tornaria sua obra-prima: Vidas secas, seu quarto e último romance, voltado para o drama social e geográfico de sua região — melhor expressão de seu estilo, com ênfase regionalista. Em 30 de março de 1953, aos 61 anos, o Mestre Graça — como era carinhosamente tratado — faleceu na cidade do Rio de Janeiro.
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Depois é nunca
R$59,90Carpinejar é puro sentimento. Nas palavras de Carlos Heitor Cony (1926-2018), “sua entrega à poesia é total, urgente, inadiável”. Nasceu em 1972 na cidade de Caxias do Sul (RS) e publicou 45 livros entre poesia, crônica, infanto-juvenil e reportagem. É detentor de mais de 20 prêmios literários, entre eles, o Jabuti por duas vezes, o da Associação Paulista dos Críticos de Arte e o Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Atua como comentarista do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, e é colunista do jornal O Tempo.
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Deixe ir
R$59,90Carpinejar nasceu em 1972, na cidade de Caxias do Sul (RS). Publicou cinquenta e três livros entre poesia, crônicas, infanto-juvenis e reportagem. É detentor de mais de vinte prêmios literários. Dentre eles, o Jabuti, por duas vezes, o da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. É colunista diário do jornal Zero Hora, semanal do jornal O Tempo e comentarista da Rádio Gaúcha.
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Tudo nela é de se amar
R$54,90Luciene Nascimento é uma explosão em forma de poesia. Foi exatamente o que percebi quando, pela primeira vez, tive contato com a sua forma de compreender a identidade. Com especial talento, Luciene como que recolhe palavras que andam soltas por aí e as ressignifica, explicando, de forma terna e contundente, toda uma existência.
Foi assim que a encontrei, desavisadamente, quando assisti a um vídeo seu. Procurava alguma coisa pra fugir do tédio e das angústias do dia a dia e deparei com Luciene e seu black pro alto, tendo um cartaz de um evento do coletivo negro da Universidade Federal Fluminense atrás de si num vídeo com o seguinte título: “Tudo nela é de se amar”. A advogada e poetisa já começava dizendo: “Eu ouvi recentemente que sou da Geração Tombamento...”
Já não sei quantas vezes assisti ao vídeo... Fiquei a me perguntar quem era aquela grande poeta que até então eu não conhecia. Como era possível?
Fui atrás de outros vídeos e encontrei Luciene a tratar de temas diversos, sempre numa cadência tão peculiar! A sua maneira de abordar os temas guardava alguma semelhança com vários outros textos que eu conhecia e que buscavam explicar o movimento e os debates raciais da atualidade. Ali estavam as questões relacionadas à autoestima, à formação de identidade, à necessidade de se posicionar ou não, à saúde mental... No entanto, tudo isso vinha impregnado de algo inédito, absolutamente novo: a voz de Luciene. A poesia da moça falava sobre tudo que estava mobilizando a sociedade, mas de um outro jeito e com muita propriedade.
O resultado é que virei seu fã. Comecei a citá-la sempre que podia e botei um trecho de um poema seu no meu livro, Na minha pele. Até que, felizmente, um dia eu a conheci e pude perceber que, também pessoalmente, ela era vibrante, interessada, inteligente, perspicaz.
Que bom que vocês terão contato com as palavras de Luciene. Ela ajuda a criar caminhos.
Boa leitura!
Lázaro Ramos
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quero me pedir desculpas por toda vez que me culpei
R$55,90quero me pedir desculpas por toda vez que me culpei- Sem estoque