Literatura Brasileira
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Angústia
R$64,90"Graciliano Ramos nasceu em 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, em Alagoas. Entre 1914 e 1915, então no Rio de Janeiro, trabalhou como revisor nos jornais Correio da Manhã, A Tarde e O Século.
Em 1933, foi nomeado diretor da Instrução Pública de Alagoas e, ao mesmo tempo, contratado como redator do Jornal de Alagoas. Em março de 1936 foi preso, em Maceió, sem culpa formada, sob a alegação de que seria comunista, passando por várias prisões, em Maceió e Recife. Segue no porão de um navio para o Rio de Janeiro, onde fica quase um ano na cadeia. Em agosto, ainda na prisão, publica o romance Angústia. Em 30 de março de 1953, aos 61 anos, o Mestre Graça — como era carinhosamente tratado — faleceu na cidade do Rio de Janeiro.
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Textos para tocar cicatrizes - Textos cruéis demais
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Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente – Onde dorme o amor
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Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente
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Leme
R$69,90Romance de estreia potente sobre violência, luto e os laços complicados do afeto.
Com mão segura, texto cativante e atenta aos detalhes, exibindo franqueza e engenho literário, Madalena Sá Fernandes conta a história de uma menina que cresce à sombra de um padrasto violento, irascível e cheio de contradições. Paulo, o novo companheiro de sua mãe, chega quando a protagonista contava apenas seis anos de idade. A princípio, parecia alguém que cuidava dela, presenteando-a com livros e tratando de seus pequenos acidentes infantis. Aos poucos, contudo, esse homem começa a dar sinais de uma brutalidade jamais vista — metódico ao extremo, explodia por causa de pequenos deslizes, era violento e ofensivo, convertia aquilo que deveria ser um lar familiar na sucursal de um inferno construído pelo medo e pelo ressentimento. Romance de estreia que rapidamente se tornou um sucesso de público e crítica em Portugal, além de ser saudado por organizações que combatem a violência doméstica, Leme é o exercício — profundamente humano e literário — de uma denúncia atordoante, sem no entanto perder de vista aquelas zonas de sombra que habitam todos nós, oscilantes entre o amor e o horror, a aceitação e a repulsa. Logo no começo da história, ela escreve: “Era um filho da puta. Um filho da puta que lembramos em lágrimas”. Sensação semelhante será experimentada por qualquer leitor deste romance. Graças à humanidade da arte de Madalena Sá Fernandes, essa história profundamente triste, que parece conduzir a um beco sem saída, nos leva à reconstrução luminosa de uma vida que, a despeito do passado doloroso, insiste em celebrar cada fresta de claridade. Porque não se sai ileso depois da leitura de Leme.