Enquanto aguarda um voo, Natalia encontra o médico de cuidados paliativos que atendeu seu pai Artur. A conversa desperta nela toda a experiência da perda, ainda próxima e repleta de cicatrizes. E é a memória dos meses e dias finais do pai da narradora que compõe a base deste romance de extraordinária beleza, uma indagação cortante sobre família, lembrança, judaísmo, vida e morte.
Artur era médico, então a notícia de que o câncer havia retornado vem seguida da certeza da finitude — não há meias-palavras ou possibilidade de esperança. Assim, a morte vira um assunto de família, e acompanhamos não apenas o declínio físico de Artur, mas seus efeitos na vida dos filhos, da esposa e dos netos, narrados com rara delicadeza. Conforme a doença avança, cada momento ganha contornos definitivos: a última viagem, a última gargalhada, a última ida ao teatro.
Se o fim é inevitável, à narradora cabe reconstruir todo esse caminho que, embora dramático, vem carregado de ternura. Em meio à tristeza, a autora traz à luz os pequenos gestos, os acontecimentos insignificantes que, vistos pela lente do tempo, formam um retrato belo e doloroso da relação de uma filha com o pai.
Natalia Timerman segue, à sua maneira, a trilha de autores como Karl Ove Knausgård e Annie Ernaux ao criar um poderoso retrato do luto e do amor.
Descrição
Informação Adicional
| Peso em Kg | 0.2750 |
|---|---|
| Autor | Timerman, Natalia |
| Tradutor | Não |
| Ano de EdiçãoAno de Edição | Não |
| Editora | Todavia |
| ISBN | 9786556925059 |
| Ano | 2023 |
| Edição | 1 |
| Origem | Não |
| Formato | Não |
| Encadernação | Livro brochura (paperback) |
| Idioma | Não |
| País | BR |
| Páginas | 208 |
| Comprimento (cm) | 13 |
| Altura (cm) | 20 |
| Largura (cm) | 1 |
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