Literatura Juvenil
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O horizonte mora em um dia cinza
R$74,90Retirou o avental jeans do cabide próximo à pia e, segurando as alças, passou-o pela cabeça. Em seguida, amarrou-o na cintura com um laço firme. Bateu com as palmas das mãos sobre o tecido azul-claro, e uma fina camada de trigo voou pela cozinha escura, iluminada tão somente por uma parca luz amarelada.
Num dos cantos que a luz não alcançava, ela se debruçou sobre a mesa de madeira e escondeu o rosto nos antebraços magros. Seu corpo tremia pela violência dos soluços que escapavam de seu peito. Não queria acreditar que isso estava realmente acontecendo. Maior que sua incredulidade, porém, era a força de seu pranto. Era incontrolável.
Havia passado o dia inteiro simulando força e achou que poderia suportar aquela enxurrada por mais alguns instantes, mas era impossível contê-la naquela madrugada. Não havia barragens firmes o suficiente para aguentar o temporal que caía de seus olhos castanhos. A chuva torrencial que lavava o mundo lá fora tampouco ajudava a enfrentar o sentimento de nostalgia misturado com a vontade de ir embora daquela fazenda em Daegu.
— Uma vez ouvi minha avó dizer que uma refeição pode mudar o destino de alguém — disse uma voz calma. — Eu tinha uns doze anos na época e achei um tremendo exagero, mas com o tempo entendi que ela estava certa.
Em frente à bancada desgastada, ele vasculhou com olhos ágeis o armário, pensando qual compartimento abriria para achar os ingredientes de que precisava.
— E o que… — a garota no escuro ergueu lentamente a cabeça e um soluço alto cortou sua voz rouca — … ela quis dizer com isso?
Mais um tremor sacudiu seu peito, conforme o encarava enquanto ele abria a porta do armário acima da pia. Ouviu o ran‑
gido do móvel de dobradiças enferrujadas.— Que destino significa a direção que devemos seguir, mesmo que essa direção resulte em alguma dose de sofrimento. Que, embora o céu pareça cinzento, se tivermos um pouco de pão e água, seremos capazes de atravessar longos desertos e enxergar, pela fé, o horizonte que nos aguarda lá na frente. Para minha avó, desistir não era bem uma opção. Mas parar para descansar e comer um pouco, sim, sempre foi a melhor alternativa. Deu para entender?
Um sorrisinho frouxo desabrochou em seu semblante ao falar tudo isso de costas para sua visitante. Então, pegou um pacote de macarrão de batata-doce e, tendo rasgado a embalagem, despejou seu conteúdo numa panela de água fervente. Em seguida, agarrou a faca da bancada e começou a cortar as cenouras. O prato que estava cozinhando havia feito parte de toda a sua infância e consistia basicamente em massa, legumes e carne bovina.
— Não sei fazer muitas coisas, e uma das coisas que não sei é consolar alguém. Talvez porque nunca tenha sido consolado por outras pessoas… — De repente o riso sumiu e a voz ficou mais grave. — Mas espero de verdade que esse japchae possa dizer a você que, mesmo que a gente não se conheça há tanto tempo assim, você já tem uma cadeira reservada na mesa de jantar da minha família. Quero sempre estar aqui para você, como você se arriscou a estar aqui por mim.
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Capitão Cueca e o aterrorizante retorno do Caído Tilintar das Calças - Em cores!
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Fazendo meu filme 2 - Fani na terra da rainha
R$74,90Ao ler Fazendo meu filme parece que estamos dentro da história, pois choramos junto com os personagens, comemoramos cada conquista deles e aprendemos a nos reerguer, como eles fazem. É muito mais que uma história: é um aprendizado de vida.
Mariana Discacciati, 12 anos
A Paula Pimenta escreve de um modo tão envolvente que faz com que eu me sinta a melhor amiga dos seus personagens. Foi com Fazendo meu filme que eu criei gosto pela leitura. Não importa quantas vezes eu leia: sempre vou me colocar no lugar da Fani e sentir as mesmas emoções que ela.
Ellen Karoline Carvalho, 14 anos
A Paula Pimenta consegue transmitir emoção em cada linha que escreve. Ela mostra um pouco da realidade que cada um de nós já passou e um pouco dos contos de fadas que queremos que aconteçam em nossas vidas.
Natan Ivens de Sousa, 16 anos
Ler Fazendo meu filme é como ler meu diário. A Fani passa por situações muito parecidas com as que eu vivi na adolescência, me dá a maior nostalgia. É uma história que me inspira e faz com que eu queira seguir meus sonhos como os personagens seguem os deles.
Larissa Luna, 23 anos