Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida?Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”. Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e dilemas sociais, sexuais, existenciais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a humana condição. Sem quaisquer idealizações, são aqui recriadas com firmeza e talento as duras condições enfrentadas pela comunidade afro-brasileira.
Descrição
Informação Adicional
| Peso em Kg | 0.1590 |
|---|---|
| Autor | CONCEIÇÃO EVARISTO |
| Tradutor | Não |
| Ano de EdiçãoAno de Edição | Não |
| Editora | Não |
| ISBN | 9788534705257 |
| Ano | Não |
| Edição | Não |
| Origem | Não |
| Formato | Não |
| Encadernação | Não |
| Idioma | Não |
| País | Não |
| Páginas | Não |
| Comprimento (cm) | 13 |
| Altura (cm) | 20 |
| Largura (cm) | 0 |
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